terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mar Adentro

(Mar Adentro)




Direção: Alejandro Amenábar
Roteiro: Alejandro Amenábar e Mateo Gil


Há tempos queria locar esse filme, não só pela história comovente que ele trás, mas também por se tratar de Javier Bardem como protagonista. Uma performance que poucos conseguiriam transmitir com tanto sentimento, verdade. Javier Bardem pra mim é um ator que transmite muita emoção em suas atuações, dono de uma expressão única, forte.
O filme gira em torno da história real de Ramón Sampedro, marinheiro que sofre um acidente de mergulho e fica tetraplégico. Ramón luta na justiça para ter o direito de acabar com a própria vida.


É uma produção extremamente delicada, emocionante, e com certeza lhe faz pensar no significado de viver. Quando para Ramón viver daquela forma não era digna, mas ao mesmo tempo ele mostrava muita força ao encarar toda aquela frustração, sempre com um sorriso no rosto, "Aprendemos a chorar sorrindo" uma de suas falas.
Te faz rever conceitos, ao se colocar no lugar do "sofredor", "como eu agiria" "como seria". Aprendemos a não julgar, e não colocar Deus nessas situações.
O que somos nós, se não somos nem donos de nossas próprias vidas? Não podemos dizer BASTA, para dor, para angustia. Sem generalizar todo um tema, é obvio.
Para Ramón a vida não tinha mais significado, não daquela forma, e vendo isso, formo uma opinião de que nessa situação sou a favor da eutanásia.


Talvez nossa alma pertença a um ser maior do que nós, mas em terra, nossa dor, nosso corpo, pertence a nós e a mais ninguém, por isso, somos donos de nossas próprias escolhas sempre...



Fábio Sousa




MAR ADENTRO
(Ramón Sampedro)

Mar adentro, mar adentro
E na leveza do fundo
Onde os sonhos se cumprem
Juntando-se às vontades
Para realizar um desejo
O seu olhar
E o meu olhar
Como um eco repetindo, sem palavras:
– Mais adentro, mais adentro
Pra lá de tudo
Pra lá do sangue e dos ossos

Mas desperto sempre
E sempre quero estar morto
Para seguir com a minha boca
Enredada nos teus cabelos.



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terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Homem do Futuro


(O Homem do Futuro)


Escrito e dirigido por: Claudio Torres


O Homem do Futuro

Amo o cinema nacional, ainda mais quando me deparo com um filme tão divertido quanto esse. O cinema brasileiro não precisa de mulheres mostrando o peito ou cenas de sexo por falta de roteiro, o cinema nacional é muito mais que isso.
Wagner Moura sempre mostrando uma facilidade em criar personagens, sem cair na mesmice, sempre inovando, aderindo assim características únicas para cada personagem.
O filme te faz rir, como toda boa comédia, mas também tem suas falhas, coisas que apenas sobrecarregaram essa ótima história: como Otávio voltando para o passado, confesso que isso fez a história decair, ficando uma coisa sem sentido, quase criando um ciclo infinito não só de erros, mas também de mesmice, o que deixaria o filme completamente sem graça.
Claudio Torres vem de A mulher invisível uma ótima comédia , protagonizado por Selton Mello que também é um grande ator, ambos fazendo e mostrando o que o cinema nacional tem de melhor...


Fábio Sousa





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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Assalto ao banco central


(Assalto ao banco central)



Assalto ao banco Central



Direção: Marcos Paulo
Roteiro: Renê Belmonte



Assalto ao banco central, uma produção nacional. Confesso que fiquei empolgado em assisti-lo, mesmo sem ouvir muitas coisas a respeito do filme, mas a história que ele trás é um tanto que interessante, mas acaba por ai...
Infelizmente fui me desapontando a cada ato que se desenrolava do filme. Uma produção fraca, com vários aspectos negativos: uma delas é não conseguir em MOMENTO algum transmitir um PINGO de realidade!
Sua trilha sonora só não te faz dormir, por ser ainda mais irritante. O filme não consegue se estabelecer entre o suspense, ação (nem de perto), ou até mesmo policial, pois passa profundamente longe de tudo isso, deixando apenas transparecer uma produção sem sentimento ou sentido algum.
Nada me marcou nesse filme, ah não ser a vontade de que tudo terminasse logo.
Totalmente descartável!


Créditos para a falta de entrosamento do elenco e pela péssima atuação de Eriberto Leão (não que um dia foi boa)


Fábio Sousa...






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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

House, Dexter and Supernatural

(House M.D, Dexter e Supernatural...)


House M.D, Criado por: David Shore
Dexter, Criado por: James Manos jr.
Supernatural, Criado por: Eric Kripke



House em sua oitava temporada vem se mostrando elegante, como sempre foi, roteiros bem escritos e personagens carismáticos que deixam sempre sua marca na série, o que acho muito importante, sem contar com a sempre e brilhante atuação de Hugh Laurie, mas para a melhor ou pior, House pode encontrar o fim nessa temporada, já que alguns atores já tomaram outros rumos, mas David Shore já deixou claro que encerrara House como ele merece, então boa coisa virá com certeza...

Dexter em sua sexta temporada tem tudo para ser uma das melhores até então, focando sempre em temas diversos, dessa vez atinge a religião do próprio personagem, e também vários assassinatos "envolvendo" o "apocalipse". E sem perder seu encantado sombrio, a série sempre conta com ótimos atores e um roteiro que faz jus ao nome que o seriado conquistou, de jamais cair na mesmice, sempre inovando.

Supernatural(Sobrenatural) vem se mostrando cada vez pior em sua sétima temporada, volto a dizer que já deveria ter encontrado um fim, para assim ser digno ao nome que a serie conquistou, com suas histórias clichês vem se tornando cada vez mais sem graça acompanhar a série, que perde o encanto a cada demônio ou anjo que avistamos, com humanos com ego de Deuses a série se perde cada vez mais, se tornando assim algo normal, sem maiores expectativas!
Quando era muito mais divertido ver os irmãos Winchester caçando fantasmas e se enrolando com contos e casas mal assombradas, como o episodio clássico de Bloody Mary, ou até mesmo o demônio dos olhos amarelos, o que deu inicio a saga... Sinto falta de ver bons episodio em supernatural.


Fábio Sousa...




House





Dexter



Supernatural

terça-feira, 8 de novembro de 2011

The Tree of Life (A árvore da vida)


(The Tree of Life)



The Tree of Life
(A Árvore da Vida)

Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terrence Malick


"Onde estava tu, quando eu fundava a terra? Quando o amanhecer começou a cantar e todas as músicas de Deus, estavam cheias de alegrias?" Jó 38:4,7...


Como é bom parar e assistir a um filme dessa qualidade, desse nível, de tal poder...
As imagens o convocam para dento da tela o hipnotizando, as vezes não só pela beleza, mas pela presença intrigante que cada uma representa.
Sem uma cronologia obvia o filme se passa por, flashes, pensamentos, memórias...
A trama segue a jornada de Jack com a criação rigorosa em sua infância até sua vida adulta, mas não se perde em momento algum, trazendo sempre uma memória na mente do espectador, é incrível assistir a uma produção desse nível, pelo fato de te fazer viajar entre as memórias, talvez enterradas, mas jamais esquecidas da nossa infância.
O filme trás um elenco espetacular, com atuações fortíssimas, que não necessitam de fala para demonstrar um sentimento. Explorando toda a forma de criação, levanta questões de como tudo surgiu, e que Deus pode realmente estar envolvido em tudo, nas pequenas e mais importantes coisas que vemos e vivemos.
Com sua narrativa que ao mesmo tempo que pode confundir trás também uma epifania e logo, tudo fica claro.
De certa forma encarei o filme como uma grande e intensa conversa com Deus, talvez trate de aceitação, redenção...

Acredito que o início do filme explica com clareza o que ele significa.

"O coração do homem tem duas formas de encarar a vida, a forma da natureza e, a da graça. A graça não tenta agradar a si mesma e aceita o que a vida impõe, a natureza, tenta agradar a si própria, mas a outros para agradar também, ela gosta do poder de ter suas próprias escolhas, encontra motivos para ser infeliz enquanto o mundo brilha ao seu redor, Nos ensinaram que quem ama o caminho da graça nunca tem um final infeliz."


Mas fico triste ao saber que poucas pessoas tomaram conhecimento dessa obra, pois esse filme realmente é uma obra de arte...


Fábio Sousa.



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sábado, 5 de novembro de 2011

Você não conhece Jack (You Don't Know Jack)


(You don't know Jack)


You don't know Jack
(Você não conhece Jack)


Direção: Barry Levinson
Roteiro: Adam Mazer


Jack Kerkovian, ou simplesmente Dr. Morte! Conhecido por lutar pelo direito do suicídio assistido, para que o paciente terminal possa escolher o final de sua própria vida, Jack inventou a "máquina do suicídio" que permitia ao paciente dar um fim ao "sofrimento".
O filme não tenta explorar seu personagem como um assassino ou um ser desprezível, mas sim como uma pessoa humana, que de uma forma "caótica" queria ajudar. Sempre expondo o lado crítico e o solidário da situação, o que lhe permite analisar com mais cuidado essa complexa história.
Seria um equivoco dizer que realmente todos os pacientes de Jack queriam de fato a morte, quando na realidade eles queriam apenas se livrar daquela dor insuportável de talvez não serem mais "úteis" em seus próprios pontos de vista. Acredito que isso fica mais claro quando Thomas Hyde que sofria da doença de Lou Gehrid, e mesmo com sua grande dificuldade de se mover e até mesmo falar, ele não responde apenas "morte" quando Jack pergunta: "Agora, Tom, diga. O que você quer? Em inglês claro!" e com muito esforço o jovem diz... "Eu... quero... poder... acabar com isso..." Mesmo que isso significasse morrer, queria apenas se livrar de tudo aquilo.
Al Pacino interpreta de forma brilhante Jack Kerkovian, e de maneira nenhuma o filme passa despercebido, por sua história forte e ao mesmo tempo mórbida.
E levanta questionamentos do tipo, "Quem tem o maior direito da minha própria vida, Eu, ou Deus?" A resposta fica a critério do público...


"Está é a última vez, que vocês, injustamente me tiram a liberdade. Escute aqui. Eu não vou comer, isso eu garanto. Você estará assistindo ao meu suicídio!"


Não recomendado para religiosos fanáticos, :)


Fábio Sousa...



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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cilada.com


(Cilada.com)


Cilada.com

Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro: Bruno Mazzeo,Rosana Ferrão


Cilada.com é um filme que tem seus pontos positivos e negativos, assim como toda produção cinematográfica, mas me convence ao achar que são maiores os pontos negativos. Usando artifícios baratos com suas piadas prontas (e antigas, diga-se de passagem) consegue sim arrancar algumas risadas do público, mas acaba por ai, deixando os debates dentro da sala do cinema, e caindo no esquecimento assim que as luzes se acendem...
Cilada.com não é uma cilada, mas pode se considerar descartável...

Fábio Sousa.



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