
(Mar Adentro)
Direção: Alejandro Amenábar
Roteiro: Alejandro Amenábar e Mateo Gil
Há tempos queria locar esse filme, não só pela história comovente que ele trás, mas também por se tratar de Javier Bardem como protagonista. Uma performance que poucos conseguiriam transmitir com tanto sentimento, verdade. Javier Bardem pra mim é um ator que transmite muita emoção em suas atuações, dono de uma expressão única, forte.
O filme gira em torno da história real de Ramón Sampedro, marinheiro que sofre um acidente de mergulho e fica tetraplégico. Ramón luta na justiça para ter o direito de acabar com a própria vida.
É uma produção extremamente delicada, emocionante, e com certeza lhe faz pensar no significado de viver. Quando para Ramón viver daquela forma não era digna, mas ao mesmo tempo ele mostrava muita força ao encarar toda aquela frustração, sempre com um sorriso no rosto, "Aprendemos a chorar sorrindo" uma de suas falas.
Te faz rever conceitos, ao se colocar no lugar do "sofredor", "como eu agiria" "como seria". Aprendemos a não julgar, e não colocar Deus nessas situações.
O que somos nós, se não somos nem donos de nossas próprias vidas? Não podemos dizer BASTA, para dor, para angustia. Sem generalizar todo um tema, é obvio.
Para Ramón a vida não tinha mais significado, não daquela forma, e vendo isso, formo uma opinião de que nessa situação sou a favor da eutanásia.
Talvez nossa alma pertença a um ser maior do que nós, mas em terra, nossa dor, nosso corpo, pertence a nós e a mais ninguém, por isso, somos donos de nossas próprias escolhas sempre...
Fábio Sousa
MAR ADENTRO
(Ramón Sampedro)
Mar adentro, mar adentro
E na leveza do fundo
Onde os sonhos se cumprem
Juntando-se às vontades
Para realizar um desejo
O seu olhar
E o meu olhar
Como um eco repetindo, sem palavras:
– Mais adentro, mais adentro
Pra lá de tudo
Pra lá do sangue e dos ossos
Mas desperto sempre
E sempre quero estar morto
Para seguir com a minha boca
Enredada nos teus cabelos.
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